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PM-AL luta para diminuir o alcoolismo entre os militares alagoanos

08-12-2010 07:43

 A Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) desenvolve no Centro de Assistência Social, localizado no bairro do Farol um trabalho voltado para militares que sofrem de distúrbios psicológicos e doenças como o alcoolismo. Em um local que nada se parece com um Quartel, uma equipe multidiciplinar é responsável pela triagem e encaminhamento para tratamento, geralmente realizado no Hospital da PM, no Hospital Portugal Ramalho e nos 'Centros de Atenção Psicossocial (Caps), dependendo do tipo de problema apresentado e do município onde o policial reside.

Estima-se que de 2007 ao primeiro semestre de 2010, 77 militares receberam atendimento no Centro, relacionado ao alcoolismo, além dos 500 prontuários que apontam problemas devido a transtornos mentais e questões financeiras, que acabam acarretando doenças como o stress. Os militares mais velhos da tropa são os que mais sofrem com isso. A equipe também faz o acompanhamento familiar com os policiais que estão recebendo o tratamento.

O coordenador do Centro, coronel Gerônimo informou que campanhas como a Ronda Educativa, que deve começar a ser desenvolvida em 2011, tem objetivo de conscientizar os militares para a importância de procurar ajuda, caso sofram de algum transtorno. Ele contou que na maioria da vezes os policiais que apresentam problemas são encaminhados pelo Comando, embora haja casos em que o policial tomam a atitude de procurar o Centro.

 

“O alcoolismo é um drama, mas existe uma reação em cadeia. Quem bebe acaba tendo problemas financeiros ou faz isso por causa de questões pessoais. Temos duas viaturas e em casos de falecimento, doenças ou acidentes, também fazemos um acompanhamento familiar. Ta,bem buscamos educar o policial para que ele não seja vítima do alcoolismo, pois o trabalho tem que ser preventivo, para beneficiar a corporação. Essa e uma política do comando da PM para valorizar o ser humano”, afirmou.

 

Para o coronel problemas como o alcoolismo têm influência direta no trabalho ostensivo dos policiais militares, que começam a faltar ao serviço. “O efetivo para combater a violência crescente já é pequeno e não podemos nos dar o luxo de ficar sem policiais nas ruas, porque isso prejudica a sociedade. Damos o suporte para que o militar receba o atendimento que precisa. Temos até uma sub-tenente que realiza um trabalho psicológico no Centro, de forma voluntária”, destacou.

De acordo com o coronel Eugênio um dos principais desafios é fazer o policial reconhecer que precisa de tratamento. Ainda de acordo com ele, o Comando tem tentado identificar os principais problemas enfrentados pelos militares e que acabam influindo no trabalho.

“Com isso conseguiremos atuar de forma mais objetiva na hora do diagnóstico, para fazer o encaminhamento psicossocial. O preconceito está na cabeça da pessoa e pedir ajuda diante do alcoolismo, por exemplo, é imprescindível. Para isso, basta que o militar venha até o Centro, que faremos o comunicado ao Comando”, ressaltou.

Fonte: cadaminuto

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