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Pai acorrenta filho de 12 anos para que ele pare de roubar

15-11-2010 21:08

 A 1ª Cia. de Polícia Militar em São Miguel dos Campos recebeu na manhã desta segunda-feira (15) o chamado de dona Josefa Soares de Lima, 28, que se disse desesperada pela atitude que o pai de seus filhos tomou para conter um dos filhos.

A mãe, que apesar de se separar do marido, disse acompanhar a criação dos filhos que moram com o pai. Ela afirmou não agüentar mais saber que o filho está sendo acorrentado, mas disse não ter uma solução para o problema que o pai enfrenta, “eles não querem morar comigo porque eu ‘regulo’ eles”, falou a mãe.

Ao verificar a ocorrência, a PM encaminhou o caso ao Conselho Tutelar do município, que esteve na quadra K1 do Loteamento Hélio Jatobá I, parte alta da cidade. “É um caso muito complicado, precisa ser bastante analisado”, falou o conselheiro Ivanildo Marques, que acompanha o caso desde o início da manhã.

Givanildo da Conceição, 37 anos, pai do menor de 12, acorrentou o filho a sua cama por já não agüentar mais receber reclamações. “Todo dia chega alguém pra dizer que ele roubou alguma coisa”, reclamou o pai, “ele não precisa disso, esse menino sai de casa e não tem hora pra chegar, só vejo a hora de chegar alguém pra dizer que ele está morto”, completou.

Deficiente físico e ‘preso’ a uma cama, o pai que vive em um barraco, disse que já estava desesperado e essa foi a única solução que encontrou para não ver o filho morto, “já deram um tiro nele ai no Hélio 3, até coronhada de revólver esse menino já levou, eu não sei mais o que fazer, já dei muito conselho, mas ele não me obedece, eu não tenho condições físicas para viver atrás dele”, relatou o pai.

O menor disse que não usa drogas e está fora da escola há mais de três meses. Ele contou à reportagem do site SãoMiguelWeb que não tem medo de morrer. “No dia que o cara atirou em mim eu corri, mas eu não fiquei com medo não”, falou.

“Iremos fazer todo o procedimento e na quarta-feira o adolescente irá ao CT para ser encaminhado novamente a escola, para tomarmos maiores providências”, esclareceu Marques. O conselheiro se disse de mãos atadas quanto à situação do pai, “não é um caso simples de se resolver, foi um momento de total desespero, esse homem já vive preso a essa cama, o caso precisa de uma analise mais detalhada”, explicou.

Ivanildo encerrou dizendo que levará o caso ao conhecimento do Ministério Público.

Fonte: cadaminuto
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